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Que operação pra desvio de septo ou piercing que nada! Encontrei na farmácia o mais novo respirator nasaroma tabajara!

Ele tem uma bolinha com cheiro de vick vaporub pra fazer desentupir as vias! Dá uma sensação muito estranha! É tão refrescante que parece que nosso nariz está sangrando ou escorrendo! (sim, isto é bizarro!)

Inspira pelo nariz...

expira pela boca!

activia de babosa

Começo agora uma categoria de produtos que eu vejo por aí. Ou  porque eles são engraçados, curiosos, bizarros ou bonitos! 

Esse aí é o Activia velho de guerra com mini cubinhos de babosa, que é algo que eles adoram! Tem uma certa graça…

o poder do dinheiro

Gente, entre muitas idas e vindas, frustrações internéticas, acabei pagando um proxi. Me custará U$60,00 dólares por ano para acessar o que eu bem entender, como deveria ser… agora acho que realmente volto à ativa!

AULA DE COZINHA 2


Continuando a sessão aula de cozinha, rolou um segundo round. Foi quando meu pai estava aqui. Fizemos uma aula particular, que durou três horas, com direito a ida ao mercado chinês (que é um baratão e visita obrigatória a qualquer um que passe por Xangai) e três pratos chineses. O professor era um jovem xangainês que fez sua formação em gastronomia no Four Seasons. Descobrimos que o prédio da escola, que eu mencionei no outro post ser um lugar descolado, foi no passado uma casa de ópio! E que lá rolavam outras cositas mas…

O primeiro prato foi o bom e velho porco agridode com abacaxi, que eu nunca me imaginei fazer…

Corte 100g de carne de porco em fatias ultra finas e coloque sal, um pouquinho de açúcar, um pouco de clara de ovo para dar a liga e mexa com os dedos. Pegue esses “carpaccios”, passe na maizena e faça bolinhas. Isso faz com que a maizena fique dentro da carne, dando todo uma maciez e caldinho que faz a diferença, ao invés de cubos de carne! Frite as bolinhas em bastante óleo, escorra e reserve. Faça o molho: coloque 3/4 concha de ketchup no wok, junto com açúçar (sweet) e mexa. Junte pedaços de abacaxi, cebola e pimentão cortado. Coloque uma colher de sopa de maizena diluída com água. Adicione vinagre chinês (sour). Junte as bolinhas fritas, dê uma última refogada e está pronto!

O segundo prato, que deu mais ibope, eram cogumelos cozidos em molho de ostra, Aqui tem muuuuitos tipos de cogumelos; pra esse prato usamos o shitake e um outro que eu esqueci o nome. Fatie os cogumelos e reserve. Ferva água no wok, junte uma colher de café de sal e uma de açúcar, e um pouquinho de óleo. Corte longitudinalmente duas couves chinesas e coloque no wok. O óleo que garante que ela não perca a cor verde. Retire e cozinhe os cogumelos na mesma água por uns 4 minutos. Escorra. Volte o wok para o fogo com um pouco de óleo, molho de ostra, açúcar e água. Coloque gengibre e cebolinha picados. Junte os cogumelos e refogue. Acrescente uma colher de chá de maizena desmanchada na água e por fim, jogue um pouco de óleo de gergelim. Voilá!

O terceiro prato era mais sem graça, shanghai fried noodles, então só vai a foto!

xangai!

Esse post foi publicado em outubro de 2009 no minas de ouro. Resolvi publicá-lo aqui também porque semana passada fiz outro curso de cozinha, que logo logo vira post novo…
olá! pra quem não sabe, resolvi me aventurar por xangai. cheguei aqui há dez dias e fico perambulando pela cidade a procura de ruelas e mercados, zanzando por onde meu nariz me leva.
na quinta passada fui atrás de um curso de dim sum em uma escola que uma amiga me indicou. o lugar era super bacana, num prédio meio decadence cheio de estúdios de arte, costura e descolados. teoricamente a professora falaria inglês… tinha eu e outra aluna que, saravá, falava inglês e chinês.

os xiao long bao são umas trouxinhas com recheio de porco que tem dentro um caldinho tão saboroso e reconfortante quanto comida de vó. acabei de ler república gastronômica da china, de jen lin-liu, e ela fala muito da busca do xiao long bao perfeito. acho que o bom mesmo é o caseiro. parece difícil, mas dá pra ir pegando a manha. ver uma pessoa que saiba fazer essa trouxinha bem é incrível de lindo. parece que está tricotando fazendo as preguinhas dos bolinhos. no youtube deve ter vídeos do processo, mas infelizmente eu não consigo acessá-lo daqui…

massa

80g de farinha
45ml de água fria
uma pitada de sal

recheio

100g de carne de porco moída
2g de sal
2g de açúcar
uma pitada de pimenta do reino
uma colher de sopa de vinho de arroz
uma colher de sopa de shoyu
uma colher de sopa de cebolinha picada
uma colher de chá de gengibre picado
uma colher de chá de óleo de gergelim
60g de gordura de porco (parece uma gelatina cortada em cubinhos, acho que dá pra substituir por banha. é essencial porque é o que forma o caldinho interno, ao derreter!)
10g de água

1. faça a massa: misture os ingredientes e trabalhe a massa até ela ficar uniforme. embrulhe em filme plástico e reserve.
2. faça o recheio: tempere a carne com tudo menos a água, a gordura de porco e o óleo de gergelim. mexa sempre em um único sentido. junte a água e mexa até que a carne a absorva por completo. por fim, junte a gordura e o óleo.
3. faça um cilindro com a massa, de 25cm. corte com a mão em 12 partes (como gnocchi). abra cada um com um rolo do tamanho da palma da mão. coloque o recheio e vá fechando fazendo preguinhas, girando a massa na mão, até formar a trouxinha.
4. cozinhe no vapor por 8 minutos
5. coma com vinagre chinês

Milagre!

Consegui acessar o wordpress!!! Depois de ter comprado um domínio, comprar não sei mais o que, tentar mapear (só faltava isso…) eis que cá estou em Xangai e resolvi dar uma conferida. E entrou! Viva! Viva! Ainda há esperança nesse mundo! Iupi! Iupi!

morri de rir!

Essa foto está fora de foco. Preste atenção no texto abaixo da imagem. Sim, eu sei, você não lê chinês… Mas dá uma olhada na tradução para o inglês!

O perigo mora ao lado

Ontem foi daqueles dias que nos faz pensar que o ser humano é igual em qualquer parte do mundo. Sempre que penso a respeito, tenho opiniões muito variadas, tem dias que acho que parece que cada um veio de um planeta, e outros que nos faz parecer filhos do mesmo pai.

Já era quase noite, saí do meu quarto em direção ao banheiro. Para isso eu preciso atravessar a cozinha. Eis que, num rápido relance, conheço meu novo room mate! O danado do rato sumiu com o meu grito, aparentemente fugiu para o banheiro, enquanto eu, gritando, fugi para o meu quarto e me tranquei, num instinto nonsense. Essas horas estar longe é beem ruim. Eu não sou uma pessoa fresca, mas foi algo que realmente me tirou do eixo. Queria muito falar com alguém, por mais que isso não ajudasse em nada, mas não tinha ninguém online… a primeira pessoa que apareceu foi a Pri, que mora em Barcelona, que morreu de rir com a história! Como eu senti que não estava aliviando o pavor, resolvi tomar uma atitude! Mandei uma mensagem para o proprietário: there’s a rat on the kitchen. Ele respondeu (juro que não é piada!): keep the door closed, please! Contei o drama para o Paulo, meu amigo desbravador da China; ele até achou bom, estava achando muito moleza e agradável a minha vida em Xangai, comparado com o que ele passara!

Eu morei minha vida inteira no Pacaembu e de quando em quando aparecia um rato para comer a comida do Dito. Não sou ingênua, acho que existe mais rato do que gente no mundo, mas justo no meu apartamento tão gostosinho, em Xangai e sozinha?!

A verdade é que eu não segui o conselho do proprietário a risca… quando acordei, contei em um misto de chinês, desenho e mímica meu drama para a empregada, que com a maior tranquilidade, me mostrou de onde o danado viera! Quando olhei para a minha cama, vi uns pedacinhos pretos!!! Cocô de rato! Ahhhhhhh!

Liguei para o proprietário, pedi para a empregada falar com ele. Ele surgiu aqui com um outro senhor, para fechar as possíveis portas de acesso dos ratos. Dizem que não se vende mais veneno de rato por aqui. Duvideodó! Aí pedi umas ratoeiras. Ele comprou uma espécie de adesivo ultra potente que cola o rato na hora que ele pisa. Acabei de instalar a arapuca do lado de lá da porta e me fechei aqui no meu quarto, de onde escrevo. Quem sabe amanhã eu encontre novamente meu amigo, quem sabe ele vira churrasquinho na mão de algum chinês…

Brincadeiras a parte, os chineses foram (e tem sido, em geral) pessoas muito bacanas, prestativas e divertidas. Me vi sendo cuidada pelo sr Yang (proprietário) e pela Zhao (empregada) de uma forma incrível. Queria poder dizer a eles como eu sou grata e como eles têm tornado a minha vida na China algo que eu goste tanto. Para isso vou precisar aprender mais mandarim. Por enquanto, me contento dando goiabada…

desculpa!

aqui quem escreve é a Clá, irmã da Ceci. Como na China não há acesso ao wordpress, eu tenho subido os posts da Ceci. Bom, quer dizer, os últimos eu dei uma mega rateada… então, tá tudo aí de uma vez… nhé!

Leve toque…

Hoje saí vestindo uma calca verde musgo, uma blusa cinza e um casaquinho de cashmere vinho, tudo muito discreto e, aparentemente, adequado. Ledo engano! A minha professora de chinês me disse ao fim da aula: chineses não usam verde e vermelho, é meio estranho. Eu, muito surpresa, perguntei por que. Ela disse que lembrava das roupas do exército… vivendo, tomando na cabeca e aprendendo!

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