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dim sum, bule de prata, porcelana...

Este lugar é uma instituição do dim sum! Ele aparece em todos os guias de Hong Kong, e não é pra menos! O Maxim’s Palace City Hall é um restaurante de uns 500m², lotado de mesas, lotado de gente, com carrinhos cheios de cestinhas de dim sum passeando pelo salão. Vc escolhe que tipo você quer, a mocinha carimba sua comanda e deixa a cestinha para puuuuro deleite! Tudo isso regado a chá, em bule de prata e fina porcelana…

  

festival das lanternas

Acabou de rolar na China o Festival das Lanternas, que simboliza o fim das comemorações do ano novo chinês. Recebi por email a explicação dessa festividade, que transcrevo abaixo. Confesso que  morando na cidade grande, o festival não foi lá essas coisas. Ouvi muitos fogos de artifício e vi poucas lanternas… Mas aí vai a lenda:

Cai sempre no 15 dia do primeiro mês do Ano Lunar, a Festa da Lanterna ocorre sob uma lua cheia, e marca o fim das festividades do Ano Novo Chinês. O Festival das Lanternas remonta a antigas lendas da Dinastia Han mais de 2000 anos atrás.

Lenda de origem do Festival da Lanterna
A lenda conta que o Imperador de Jade no céu ficou tão irritado com uma cidade a qual matou seu ganso favorito, que ele decidiu destruí-la com uma tempestade de fogo. No entanto, uma fada de bom coração ouviu sobre esse ato de vingança, e alertou o povo da cidade para acender lanternas por toda a cidade no dia em que a tempestade iria ocorrer. O povo da cidade fez o que a fada mandou, e dos céus, parecia que a aldeia estava em chamas. Assim o Imperador de Jade ciente de que havia vingado o seu ganso, decidiu não destruir mais a cidade. A partir daquele dia em diante, as pessoas comemoraram o aniversário do livramento, carregando lanternas de diferentes formas e cores através das ruas na primeira lua cheia do ano, proporcionando um cenário espetacular para as danças do leão, danças do dragão, e fogos de artifício.

Yuan Yuan e Tang Xiao são comidas que eles se presenteiam nessa ocasião. Yuan Yuan são bolas de arroz glutinoso, as vezes recheadas com gergelim, amendoim, verdura ou carne, a forma redonda simboliza plenitude e unidade. Tang Xiao na maioria das vezes são cozidos em uma sopa com feijão vermelho ou outros tipos de sopa.

56 etnias da China!

Olha que legal esse link que eu recebi. Uma equipe de 15 fotógrafos passou um ano viajando pela China  fotografando as 56 etnias chinesas!

Yunnan

Gentemmmmm! A viagem foi incrível! Yunnan é uma província linda, linda, que vale muito a pena! Vou fazer um relato dia a dia para os mais curiosos e aventureiros.

dia 1: Xangai-Kunming

green lake park em kunming

Kunming é a capital da província, sem grandes atrações, mas só de sair do frio de Xangai e aterrisar na “Spring City” não tem preço! A noite que dormimos lá era a virada do ano novo chinês. Absurdo! A chinesada solta fogos loucamente (dos barulhentos, não dos coloridos…)! Me senti no meio de uma guerra, com explosão atrás de explosão! Das seis da tarde até meia noite e meia!!!!!  Mas era legal ver as pessoas indo para a casa dos amigos e família, todo mundo bem arrumadinho! Queria eu ter uma casa chinesa para ir!

dia 2: Kunming-Lijiang-Shuhe

templo em Shuhe

Lijiang é uma cidade que é tombada pela Unesco como patrimônio mundial. É realmente uma gracinha, não fosse a quantidade bizarra de pessoas que estavam lá! Tudo é exclusivamente comercial e turístico, então dá uma canseira… Por essas e por outras decidimos nos hospedar em Shuhe, uma cidadezinha vizinha, que sonha ser Lijiang, mas graças a deus, ainda não conseguiu… Passamos a tarde zanzando pela cidade e visitamos um templo no alto da montanha com uma linda vista para os telhados.

telhados de shuhe

dia 3: Baisha e Lijiang

senhora de baisha

Alugamos bicicleta e fomos até Baisha, que fica a meia hora de Shuhe. É uma mini cidade, mais rústica e mais legal. Lá vende umas antiguidades (pelo menos parecem!) bem bacaninhas. Uma senhorinha nos parou na rua e naquele chinês mimicado acabamos indo para a casa dela. Ela era uma marqueteira de primeira porque mostrou uns cinco caderninhos com mensagem de turistas estrangeiros que ela laçou pelo caminho. No fundo, no fundo, todo mundo tem curiosidade de conhecer as pessoas do local, ver suas casas, comer suas comidas… e foi isso que ela nos proporcionou! No final veio o golpe de mestre! Perguntamos quanto deveríamos pagar pela refeição e ela disse para que pagássemos quanto quiséssemos! (eu diria: vai da consciência de cada um…). Foi realmente muito gostoso! De lá, fomos de bike até Lijiang. Deu pra cansar as pernas! Voltamos para dormir feliz da vida em Shuhe.

dia 4: Tiger Leaping Gorge

tiger leaping gorge

sem saber muito que rumo tomar, decidimos encarar a Tiger Leaping Gorge com um casal de novos amigos que estavam por lá. É uma caminhada sensasional e deveras exaustiva! A gente foi meio sem saber o tamanho da encrenca e quando vimos caminhamos 12 km sobe e desce numa tacada só! Recomendo fortemente parcelar a caminhada, seria mais fácil e mais agradável. O caminho é pelo alto da montanha e você vai vendo o rio Yangtze serpenteando sua água azulada láaaaa embaixo. A paisagem são degraus de plantação e umas casas aqui e acolá. Tem uma guesthouse chamada “halfway” que me deu até ódio! Eu sempre lia nas pedras: halfway. Andava, andava, andava e halfway! Aí pensei: só pode ser pegadinha! Tô aqui quase morrendo e não passo do meio do caminho! No fim do dia chegamos a Tina’s guesthouse com aquela exaustão que nos deixa meio bêbados sem nem precisar beber nada…

dia 5: Tiger Leaping Gorge

tiger leaping gorge

Eu achava que a parte da caminhada tinha acabado. Doce ilusão… descemos até a beira do Yangtze. É tão bonito ver aquele volume de água azul furiosa rodeada de paredões de pedra que eu seria capaz de ficar lá parada olhando um dia inteiro. Reza a lenda que um tigre pulou de um lado para o outro da montanha sobre o rio, daí o nome “tiger leaping gorge”… De lá subimos de volta para o Tina’s e começamos a rumar de volta para Lijiang.

dia 6: Shuhe-Shaxi

campeonato de basquete no caminho

Fechamos com um motorista de nos levar para Shaxi. A viagem em si já foi muito legal, atravessando cidades, vendo pessoas e animais pela estrada. De vez em quando a gente parava pra ver um  campeonato de basquete ou uma dança típica de mulheres bai (uma minoria) com mulheres naxi (outra minoria…)

dia 7: Shaxi

praça central de Shaxi

Essa cidadezinha escondida no meio do nada é encantadora e parada no tempo! Ela era um ponto importante de passagem da rota que levava o chá para os paises do sudeste asiático. Nos hospedamos numa pousada chamada Lao Ma Dian que fica na praça principal. Uma delícia tudo: o quarto, a comida, as pessoas tão gentis. Nos programamos para estar lá numa sexta feira, que é o dia do mercado deles. Vem gente de todos os vilarejos das redondezas comprar e vender de tudo. Um barato! Algumas mulheres vem com seus trajes típicos super coloridos e bordados e é uma maravilha, sem ser nada turístico! A atração mesmo éramos nós, comprando cestas de palha… Num momento se curiosidade matasse entramos numa casa que parecia ter uma festa rolando e era na verdade um casamento! Logo nos convidaram a entrar, comer, beber, limpar cebolinha…

mercado de shaxi

dia 8: Shaxi-Xizhou

plantações de xizhou

Dessa vez o deslocamento foi uma minivan + ônibus. Uma experiência engraçada e bem barata… Xizhou é uma cidade ao norte de Dali (de onde pegaríamos o avião de volta para Xangai), na beira do lago Erhai. O lago não é nada demais, pelo menos no ponto em que estávamos (ele é enorme), mas tem umas plantações lindas entremeadas com a cidade. Já estávamos em clima de fim de viagem e para coroar tivemos a oportunidade de ver um funeral! Eles foram caminhando pela cidade com o defunto, o enlutado andava meio amarrado, com uma roupa que parecia de hospício, seguido daquelas mulheres que choram meio gritado. Bem teatral e impressionante de se ver!

dia 9: Xizhou-Kunming-Xangai

tulipas de kunming

Esse foi o dia da volta. Voamos pra Kunming e lá passamos o dia, já que o nosso voo pra Xangai era a noite. Almoçamos em um restaurante vegetariano bem bizarro! Eles imitavam os bichos, tinha pomba feita de beringela, peixe modelado com massa de vegetais, espetinhos que eu jurava ser de carne… 

E assim se encerrou essa bela viagem. Voltar pra Xangai é muito bom, já posso chamar de minha casa!

Feliz ano novo!

 

Está para começar o ano do tigre! Todas as ruas estão enfeitadas, o comércio já começou a fechar e eu ainda preciso comprar meu mochilão, para me juntar ao maior movimento de massa do universo! O ano novo chinês é uma das poucas oportunidades que os chineses tem para voltar para suas casas, dizem que é uma loucura a movimentação em estações de trem e aeroportos… Quem está na chuva é pra se molhar e lá vamos nós para a província de Yunnan, no sul da China. É a  região das minorias étnicas, 50% da população não é Han.

 

O que temos planejado so far é voar no sábado de Xangai para Kunming (capital de Yunnan), dormir por lá uma noite e no dia seguinte voar para Lijiang, que é patrimônio da humanidade. Vamos nos hospedar num vilarejo próximo de Lijiang. O resto ainda está bem incerto… queremos estar em Shaxi na sexta feira para o mercado que rola semanalmente e no sábado reservamos um hotel na beira do lago Er, já rumando para Dali, de onde pegamos um avião de volta pra Xangai.

Depois escrevo um post contando da viagem… esse foi só um aperitivo!

Feliz ano novo e bom carnaval!

Que operação pra desvio de septo ou piercing que nada! Encontrei na farmácia o mais novo respirator nasaroma tabajara!

Ele tem uma bolinha com cheiro de vick vaporub pra fazer desentupir as vias! Dá uma sensação muito estranha! É tão refrescante que parece que nosso nariz está sangrando ou escorrendo! (sim, isto é bizarro!)

Inspira pelo nariz...

expira pela boca!

activia de babosa

Começo agora uma categoria de produtos que eu vejo por aí. Ou  porque eles são engraçados, curiosos, bizarros ou bonitos! 

Esse aí é o Activia velho de guerra com mini cubinhos de babosa, que é algo que eles adoram! Tem uma certa graça…

o poder do dinheiro

Gente, entre muitas idas e vindas, frustrações internéticas, acabei pagando um proxi. Me custará U$60,00 dólares por ano para acessar o que eu bem entender, como deveria ser… agora acho que realmente volto à ativa!

AULA DE COZINHA 2


Continuando a sessão aula de cozinha, rolou um segundo round. Foi quando meu pai estava aqui. Fizemos uma aula particular, que durou três horas, com direito a ida ao mercado chinês (que é um baratão e visita obrigatória a qualquer um que passe por Xangai) e três pratos chineses. O professor era um jovem xangainês que fez sua formação em gastronomia no Four Seasons. Descobrimos que o prédio da escola, que eu mencionei no outro post ser um lugar descolado, foi no passado uma casa de ópio! E que lá rolavam outras cositas mas…

O primeiro prato foi o bom e velho porco agridode com abacaxi, que eu nunca me imaginei fazer…

Corte 100g de carne de porco em fatias ultra finas e coloque sal, um pouquinho de açúcar, um pouco de clara de ovo para dar a liga e mexa com os dedos. Pegue esses “carpaccios”, passe na maizena e faça bolinhas. Isso faz com que a maizena fique dentro da carne, dando todo uma maciez e caldinho que faz a diferença, ao invés de cubos de carne! Frite as bolinhas em bastante óleo, escorra e reserve. Faça o molho: coloque 3/4 concha de ketchup no wok, junto com açúçar (sweet) e mexa. Junte pedaços de abacaxi, cebola e pimentão cortado. Coloque uma colher de sopa de maizena diluída com água. Adicione vinagre chinês (sour). Junte as bolinhas fritas, dê uma última refogada e está pronto!

O segundo prato, que deu mais ibope, eram cogumelos cozidos em molho de ostra, Aqui tem muuuuitos tipos de cogumelos; pra esse prato usamos o shitake e um outro que eu esqueci o nome. Fatie os cogumelos e reserve. Ferva água no wok, junte uma colher de café de sal e uma de açúcar, e um pouquinho de óleo. Corte longitudinalmente duas couves chinesas e coloque no wok. O óleo que garante que ela não perca a cor verde. Retire e cozinhe os cogumelos na mesma água por uns 4 minutos. Escorra. Volte o wok para o fogo com um pouco de óleo, molho de ostra, açúcar e água. Coloque gengibre e cebolinha picados. Junte os cogumelos e refogue. Acrescente uma colher de chá de maizena desmanchada na água e por fim, jogue um pouco de óleo de gergelim. Voilá!

O terceiro prato era mais sem graça, shanghai fried noodles, então só vai a foto!

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